| A Ponte Filipina 1631, reina em Portugal Filipe III, IV de Espanha. Nesse ano, enquanto os holandeses incendiavam Olinda, no Brasil, os árabes massacravam portugueses em Mombaça, havia perturbações populares em Beja e o rei introduzia novos impostos, o Senado de Lisboa mandava construir uma ponte, na Estrada Real de Sintra, por cima da Ribeira de Carenque, junto a uma propriedade que já era, ou virá a ser, da família dos Corte-Real.
Como uma lápide informa, foi a ponte construída com o Real do Povo (imposto que inicialmente incidia sobre a água e que mais tarde se vai estender à carne, ao vinho, etc.).
Trata-se de uma ponte com tabuleiro em cavaleta pouco acentuado (com o meio sobrelevado relativament às margens), que se lança sobre a Ribeira através de dois arcos de volta perfeita, de dimensões desiguais, separados por um talha-mar.
É a nossa Ponte Filipina, Ponte do Lido ou Ponte Velha, velhinha de 368 anos, de valor histórico e simbólico porque une a Amadora a Queluz! Urge dignificar e proteger este monumento que, no verdadeiro sentido da expressão, já tanto aguentou...
in Venteira, nº 4, Novembro, 1999
(Boletim Informativo da Junta de Freguesia da Venteira)
| | Mamía Roque Gameiro Mamía Roque Gameiro, nasce na Venteira a 7 de Setembro de 1901, filha de Assunção Carvalho e Alfredo Roque Gameiro. Como todos os seus irmãos (ela é a quarta dos cinco filhos do Mestre gravador e aguarelista), Mamía segue as pisadas artísticas do pai.
Destaca-se como ilustradora de livros infantis, embora tenha também enveredado pela pintura a óleo, técnica que estudou com a pintora Milly Possoz, ao que parece a conselho do pai, pois "bastava" de aguarelistas na família (1).
Como ilustradora, a sua obra revela uma desenhadora dsepojada, com um traço simplificador, mas bastante firme e, ainda, uma colorista hábil e segura, demostradora de uma "escola" eficaz (a do seu pai ou a "escola da Venteira", como lhe chamou a sua irmâ Helena).
Em 1906, Mamía casa com Jaime Martins Barata, também ele pintor (executou vários murais no edifício da Assembleia da República, por exemplo) e um dos responsáveis pelo prestígio artístico alcançado pelos selos postais portugueses.
Mamía Roque Gameiro Martins Barata morre em 1996. Como todos os criadores, tem um lugar cativo na memória do tempo. Neste caso na memória do tempo da Venteira.
in Venteira, nº6, 2000, (Boletim Informativo da Junta de Freguesia da Venteira)
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